22/12/2014
 
 

A carga tributária brasileira atingiu 35.95% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2013, ante 35,86% registrado em 2012, de acordo com a Receita Federal. Este é o maior patamar na proporção do PIB na série histórica iniciada em 2004. O PIB brasileiro fechou 2013 em R$4,844 trilhões, enquanto a arrecadação tributária bruta foi de R$ 1,741 trilhão.
Nos países de maior carga tributária da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil aparece na 13º posição. Na América Latina, está na 2ª colocação atrás da líder Argentina cuja carga tributária corresponde a  37,3% do PIB.
Os países com maiores cargas tributárias são Dinamarca, com 48% do PIB, França (45,3%), Itália (44,4%), Suécia(44,3%); Finlândia(44,1%); Áustria(43,2%);Noruega(42,2%);Hungria(38,9%); Luxemburgo(37,8%); Alemanha(37,6%);Eslovênia(37,4%); e Islândia (37,2%).
A carga tributária atingiu, sem considerar os programas de parcelamento de dívidas tributárias, em 2013, 35,18% do PIB, menos do que os 35,27% observados no ano anterior.
A arrecadação federal de tributos aumentou na proporção do PIB em 2013 com Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ),Cofins e da Contribuição para o FGTS,  respectivamente, 0,15 ponto percentual, 0,09pp e 0,07pp.
Houve queda na arrecadação da Contribuição para a Previdência Social (-0,08pp),Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)(-0,09pp), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)(-0,10pp) e demais tributos federais (-0,03pp).
Entre os impostos estaduais a arrecadação do ICMS subiu 0,07pp. Já os demais tributos se mantiveram estáveis. Nos municipais, o ISS teve queda de 0,02pp na arrecadação. Os demais tributos subira, 0,03pp na proporção do PIB.
A carga tributária de 35,95% do PIB corresponde a seguinte proporção:18,43pp dos impostos incidem sobre bens e serviços;8,98% sobre folha de salários; 6,51 pp sobre renda;1,41 pp sobre propriedade; 0,60pp sobre transações financeiras; e 0,01 sobre outras bases.

Fonte: Com informações da Agência Estado